O Formigueiro número 9, 3 de novembro de 2010

O Formigueiro – Ano I – No. 9 – 3/11/2010    

(Boletim oficial da ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS TORCEDORES)
http://torcedores.org
E-mail: ant-noticias@googlegroups.com
Twitter: @ANTorcedores

“Sem torcedor não há futebol, sem futebol não há alegria”

Pontapé inicial:
Nas últimas semanas, temos tentado marcar a ida do pessoal da ANT nacional provisória, ou seja, nós aqui do Rio, até São Paulo para ver um jogo. Pois bem, já tivemos que mudar a data por duas vezes, por um simples motivo: mudança de calendário a partir de uma determinação da televisão uma ou duas semanas antes do jogo acontecer. É inegável, diante deste fato, debater quem é que manda no futebol brasileiro hoje em dia. Os jogos de futebol têm dias e horários alterados como se fossem um filme ou um seriado e, para a televisão eles são apenas isso, mais um show, aliás, um show com muita audiência e patrocinadores dispostos a pagar muito bem.
Não somos nós, torcedores “comuns” que formam a ANT, saudosistas, românticos ou defensores do atraso. É claro que hoje em dia a televisão faz parte do jogo, para o bem e para o mal. Pedimos uma modernização real: da venda de ingressos, do sistema de transportes, da direção dos clubes, das federações e da CBF, ao invés das práticas feudais, do nepotismo e de tudo o mais que todos nós sabemos e experimentamos na carne. Democracia, participação, não são saudosismo, são a verdadeira modernidade ao invés de estádios shopping e torcedores consumidores, um pesadelo neoliberal que desejam implantar a ferro e fogo e com verba pública, ou seja, batendo a nossa carteira para nos expulsar.
Nesse número de O Formigueiro temos duas matérias muito interessantes no nosso mídia de campo: um link para uma matéria em inglês com nosso vice Chris Gaffney para uma importante publicação internacional e uma matéria da Folha de São Paulo saída ontem acusando a diminuição do público no Brasileirão e apontando o aumento abusivo dos ingressos como uma das causas. O falso consenso em torno da “pseudo-modernização” começa a se romper, cartolas, tremei…

Um abraço de formiga,
Marcos Alvito (editor-torcedor temporário de O Formigueiro)

Notícias da ANT nacional:

– AS ELEIÇÕES PARA A DIREÇÃO NACIONAL DA ANT ESTÃO MANTIDAS PARA O DIA 12 DE DEZEMBRO DE 2010 E SERÃO REALIZADAS PELA INTERNET. CADA ASSOCIADO IRÁ CRIAR UM LOGIN E SENHA E VOTARÁ VIRTUALMENTE no site http://torcedores.org. Em breve daremos mais informações quando a Comissão Eleitoral terminar de preparar o Edital das Eleições.

– Nosso site está totalmente restabelecido, agora com seção Próximos eventos. É preciso que as ANTs regionais nos enviem a lista dos seus próximos eventos para que os publiquemos no site.

– PRÓXIMO EVENTO NO RIO DE JANEIRO: ManiFESTAção antes do Fluminense e Vasco no Engenhão, concentração às 16:30 (o jogo vai ser às 19:30 no domingo!) na rampa de descida da estação Engenho de Dentro

Notícias das ANTs regionais e municipais:

ANT-São Paulo (capital):
Contato: Jorge Suzuki: vardema@gmail.com ou Danilo: amargo@gmail.com

– Próxima reunião: 8 de novembro, 20h, Pacaembu (em frente ao Museu do Futebol)

ANT-Campinas:
Contato: Fábio panoscoloridos@gmail.com , 92086977

Proxima Reunião do Núcleo de Torcedores de Campinas e região – ANT

Ola pessoal

Gostaria de saber qual o melhor dia, horário e local para a nossa próxima reunião
Durante a semana a noite???? ou finais de semana de manhã ou a tarde????
Local: no centro da cidade???
Espero a indicação de todos.

abraço

Fábio – Núcleo de Torcedores de Campinas e Região – ANT
Telefone: 92086977 http://www.campinastorcedoresant.blogspot.com

*http://www.campinastorcedoresant.blogspot.com/

ANT-BA, interessados entrar em contato com Irlan iirlansimoes@gmail.com

ANT-Belo Horizonte, interessados entrar em contato com Marina marinamattos@gmail.com

ANT-DF, interessados em organizar o núcleo, entrar em contato com Luiz: zarref@gmail.com ou Juliana: julianatxrlima@gmail.com ;
Lista DF: http://groups.google.com.br/group/ant-df

ANT-ES, interessados entrar em contato com joaoolavo@gmail.com
Lista ES: http://groups.google.com/group/ant-es

ANT-Florianópolis, interessados entrar em contato com Raphael: raphaelperico@yahoo.com.br

ANT-Fortaleza, interessados entrar em contato com Jonas jonasmbezerra@gmail.com

ANT-GO, interessados entrar em contato com Lucas: lucaspardinho@hotmail.com
(62)32954619 / (62)85002957 / (62)81545882 / (62)93201221 ou com Valdir Malagueta: malaguetavs@gmail.com

ANT-Manaus, interessados entrar em contato com Thiago: correathiago1@gmail.com

ANT-MG, interessados entrar em contato com Christian: christianmarquesmg@gmail.com

ANT-MS, interessados entrar em contato com Josué:
josue.quadros@gmail.com msn: josue.quadros@hotmail.com

ANT-PB, interessados entrar em contato com Edônio: edonio@uol.com.br

ANT-PE, interessados entrar em contato com Rodrigo Lima:
rblima@gmail.com ou com André Pereira: profandreesp@ig.com.br

ANT-PR, interessados em organizar o núcleo, entrar em contato com Rafael nemtudofoidito@gmail.com
Lista PR: http://groups.google.com.br/group/ant-pr

ANT-RO, interessados entrar em contato com Sandro: sandrocacoal@gmail.com

ANT-RS, interesssados entrar em contato com Brenno (Porto Alegre): brodeal@terra.com.br ou Felipe (Pelotas): lipegon@gmail.com
Lista RS: http://groups.google.com.br/group/ant-rs

Mídia de campo (links para notícias importantes e comentários):

– Folha de São Paulo, 2 de novembro de 2010, caderno de Esportes, p.D2: “Sem Maracanã e Mineirão e com ingressos mais caros, Campeonato Brasileiro tem a pior média de público desde 2006”. No artigo, há um box falando acerca do aumento abusivo dos ingressos, intitulado “Nacional tem bilhetes a preço recorde” onde se afirma que o preço médio do ingresso hoje é de R$ 20,2, mais do que o dobro do que se cobrava em 2005 quando era de R$ 9,2 e 10% mais caro do que no ano passado, quando a média era de R$ 18,5. No Rio de Janeiro é que a situação é mais dramática: a arquibancada simples passou de R$15 para R$30 e neste ano de 30 para R$40… Quanto ao desejo do presidente Lula de ver jogos do Corinthians (ver O Formigueiro de ontem), ele vai pagar o ingresso mais caro do campeonato: R$ 32,3 em média. Pois é, até a grande imprensa está despertando para o processo de elitização que eles, direta ou indiretamente, sempre apoiaram entusiasticamente afora algumas exceções.

– Eis o link para as duas partes do artigo de nosso vice-presidente torcedor, Chris Gaffney, publicado em uma importante revista norte-americana sobre futebol (para eles soccer) acerca da Copa 2014:
http://theshinguardian.com/2010/11/01/special-feature-bastardizing-brazil-2014/ (1ª. parte – a crítica)

http://theshinguardian.com/2010/11/02/brazil-2014-proposing-alternatives/#comments (2ª. parte – propondo alternativas)

PALAVRA DE FORMIGA
(ARTIGOS ESCRITOS POR NOSSOS ASSOCIADOS)

Rogério Cappelli

Matrix no apito

Não é de hoje que a questão da utilização da tecnologia no futebol ganha notoriedade e divide opiniões. No meu entender sempre vi esta “inovação” com desconfiança, já que uma das particularidades do futebol, que o faz diferente e mais emocionante que qualquer outro esporte, é que o time mais fraco, o pior, o com menos um ou dois pode ganhar e reverter toda a lógica cartesiana que gere as outras disputas. Minha posição ficará clara no final e abaixo faço uma reflexão dos motivos que me fizeram chegar a tal conclusão. E vocês?

Em primeiro lugar o futebol, assim como qualquer outro campo de estudo, sofre as alterações promovidas pela dinâmica capitalista que impõe novas regras a cada jogo. Como passou a ser também visto como espaço de negócios onde se gera renda e trabalho e, principalmente, lucros, não seria ele que fugiria das adaptações necessárias a um empreendimento que maximize os lucros e minimize as perdas, pra usar o jargão econômico. Pois bem. Esse dinamismo gerado pela constante necessidade de adaptação e renovação, onde o ontem é obsoleto, fez com que a informática e a tecnologia assumissem a ponta no processo de informatização e velocidade da informação, pontos estes que constituem o alicerce do desenvolvimento deste empreendimento global. Ou seja: se o futebol é negócio, empresa, que pretende gerar lucro e se, mais além, o campeonato, seja ele qual for, é um produto a ser oferecido ao consumo do mundo, poderia ele dispensar o uso da tecnologia para a sua qualificação? Entraria o futebol, finalmente, no grupo dos esportes onde o resultado é sempre o justo?

Um segundo ponto a ser levantado faz menção ao estatuto do trabalho em si, ou seja, a desqualificação do trabalho artesanal e humano em função de uma demanda global homogênea. Num tempo onde padeiros não precisam saber fazer pão e sapateiros não precisam saber fazer sapatos, basta que dominem o programa de computador que realiza a tarefa, chegaremos então ao tempo em que não precisa saber nada de futebol pra ser juiz? Com o uso da tecnologia o homem de preto pode ser qualquer um, até mesmo um robô com câmera que somente repasse as ordens recebidas do seu controlador de algum lugar do estádio, onde ele verá o replay. E aí surge um dos problemas cruciais: quantas vezes não vimos na TV um grupo de comentaristas discordar, mesmo depois de ver trezentas vezes o mesmo lance? Ou seja, o cara vai ver o replay mas, de qualquer maneira, ele terá que interpretar o que está vendo e isso, de maneira categórica, torna inviável a assepsia tecnológica. Aí, imaginem: falta na grande área: pênalti ou não?

Ah, então ela seria usada somente para lances capitais. Impossível. Quem me garante que uma falta que não existiu na intermediária vai gerar um cruzamento que resultará em gol, sendo tão capital quanto a marcação de uma penalidade? Quem me garante que a expulsão injusta de um jogador não vai ser fundamental pra virada do outro time, sendo então fundamental novamente no resultado do jogo? Não adianta: no futebol, fidalgos amigos, qualquer lance é potencialmente capital e pode mudar o destino do jogo, tornando impossível escolher em que momentos ou em que lances a tecnologia deve ser utilizada. Ou se utiliza em todos os lances ou não se utiliza. Não existe argumento que sustente o contrário.

Outros fatores ajudam a compôr ainda melhor o quadro. Façam um esforço e imaginem comigo quinhentas partidas de futebol em um domingo no mundo. Imaginem a quantidade de faltas, expulsões, impedimentos e cartões, só pra citar algumas possibilidades do jogo. Se levarmos em consideração os acertos dos quinhentos juízes e mil bandeirinhas durante os noventa minutos em relação aos seus erros, podem ter certeza, estes últimos serão irrisórios em uma relação estatística, um caso de 90% pra 10% o que é completamente aceitável. Só por comparação, todos nós sabemos que o avião é mais seguro que o transporte rodoviário. Sabemos disso porque na proporção entre vôos realizados e acidentes que acontecem, temos um número aceitável de desastres que garante a sua segurança. Mas eles acontecem!!! E, vejam bem, os acidentes estão dentro do contexto, são possibilidades reais e que são levadas em consideração, já que não existe, em nenhum aspecto, a segurança total, seja da chegada ao destino ou do apito exato. Em qualquer lugar do mundo onde se exige segurança máxima, existe um cálculo que compõe a margem de erro, tão presente em nossas pesquisas eleitorais.

Outros poréns também estão em jogo e contam para a implementação da tecnologia no futebol. Com a sua utilização, o tempo de jogo seria, com certeza aumentado, tendo em vista as paralisações para análise das jogadas e lances polêmicos. Como a televisão iria lidar com este aumento de espaço na grade de programação e com a perda da emoção do lance duvidoso que é a base, a essência dramática do seu produto? Afinal, na televisão ninguém gosta de ver o justo e o bonzinho, o final feliz, todos gostam mesmo é do vilão, da tragédia, daquele zagueiro carniceiro, do animal e do gladiador, do gol de placa do craque anulado, do drama das decisões erradas, inerentes a qualquer ser humano. Quarenta e cinco minutos iam se transformar com certeza em mais de uma hora, uma vez que o cronômetro deverá ser parado enquanto o lance é analisado sabe-se lá por quem e com que competência. E, por fim, o pior de tudo, a mais desgraçada de todas as consequências possíveis: ter que gritar gol sem a bola estufar a rede. Isso não existe. O cara chuta e…foi gol ou não? Pausa para análise dos tecnocratas da computação gráfica. Vem o resultado no telão: “É gol” O artilheiro que estava de braços cruzados no meio-campo, já sem nenhuma emoção, nem comemora, só ajeita o meião, a mesma coisa a torcida, que perdeu completamente o êxtase da jogada, aquele momento mágico. Um legítimo gol CPU, que só vai fazer gozar os mecanicistas da bola que, na ausência de talento e sorte, sempre apelam pro VT.

Um último problema é a adesão da FIFA ao uso da tecnologia. Não podemos esquecer que a FIFA muda as regras de todo o futebol, não só deste ou daquele campeonato. Tudo bem uma rodada na Premier League com os lances sendo analisados por computadores. Agora imaginem isso no interior do Brasil, No campeonato Acreano. Quem será capaz de garantir o aparato tecnológico em todos os campeonatos uma vez que eles serão regra? Todas as federações deverão se equipar e instalar nos estádios as câmeras e computadores para análise do lance. É necessário também o treinamento do sujeito que vai manipular o equipamento. E, por fim, fica a pergunta: quem será a autoridade máxima em campo: o juiz ou o homem do CPU? Na hora de reclamar, reclama com quem? Enfim, em estádios que mal tem lugar pra sentar e com a maioria das federações falidas, imaginem o que seria a obrigatoriedade deste aparato…

Como vocês podem perceber, sou contra a utilização da tecnologia. O máximo que aceitaria é um chip na bola, pra saber – e comemorar – na hora se ela entrou ou não e, mesmo assim, somente nas finais. Evitaria até mesmo a má fé de um Edílson da vida. Aceitar o erro do juiz é ter a certeza de que nada é certo, de que não deixaremos de sair de casa por causa das balas perdidas e de que continuaremos voando nas cadeiras apertadas da gol mesmo que um ou outro airbus exploda no ar matando todo mundo. Não saber ao certo é a essência da humanidade e, assim sendo, em meu ponto de vista, não vejo nenhum problema na incerteza do Referee.

Tabelinha, nossos queridos parceiros:

– Alguns dos gols mais bonitos do futebol foram feitos em tabelinhas, a jogada mais solidária do futebol, assim como sem parceria não haveria samba. A cultura popular é anti-individualista, é coletiva, é comunitária, ninguém joga futebol sozinho. A ANT não existiria e não vai crescer sem parcerias, que vamos reconhecer aqui, em cada número. Eis a gente bronzeada cujo valor nós reconhecemos (na ordem em que as parcerias foram feitas):

Comunidades Catalisadoras: http://www.comcat.org

Trupe SA (Sociedade da Alegria): http://www.trupesa.blogspot.com
Luiz Fernando Sarmento: http://www.videolog.tv/luizfernandosarmento
Centro Cultural A História que eu conto:
http://www.ahistoriaqueeuconto.wordpress.com

Livraria Folha Seca: http://www.livrariafolhaseca.com.br

Família do torcedor Antônio Marcos Alves de Oliveira: http://www.casomarquinhos.blogspot.com

Associação dos Sambadores e Sambadoras do Estado da Bahia (ASSEBA): http://www.asseba.com.br

Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre Esporte e Sociedade:
http://www.historia.uff.br/nepess/apresentacao.html

Revista Digital Esporte e Sociedade: http://www.uff.br/esportesociedade

Placar ANT: até o fechamento desta edição, às 22:14 horas, tínhamos exatamente

1069 associados

Ajude O Formigueiro enviando notícias, links para fotos e vídeos, artigos etc para ant-noticias@googlegroups.com

Esta edição também está disponível no nosso blog: https://respeitemofutebol.wordpress.com

Ajudem-nos repassando este boletim para amigos e interessados

NOSSA MISSÃO em 7 pontos para homenagear Garrincha, a alegria do povo: criar uma organização sem fins lucrativos para lutar contra:
1. A exclusão do povo brasileiro dos estádios de futebol, fruto de uma política deliberada de diminuição da capacidade dos estádios, extinção de setores populares dos estádios e aumento abusivo dos ingressos

2. O desrespeito à cultura torcedora com a extinção de áreas populares como a geral, onde há uma tradição própria de participação no espetáculo que inclui assistir ao jogo de pé (o que acontece na Alemanha)

3. A falta de transparência no futebol brasileiro, há décadas nas mãos de dirigentes incompetentes e corruptos; exigimos a democratização das decisões acerca do futebol brasileiro com a participação dos torcedores; por exemplo: as sucessivas e milionárias reformas do Maracanã, feitas sem nenhuma consulta aos torcedores

4. A exploração politiqueira do futebol visando eleger candidatos que aproveitam-se da sua popularidade para conseguirem mandatos contra o povo

5. O controle das tabelas e horários dos campeonatos na mão da rede de televisão que há décadas detém o lucrativo monopólio das transmissões televisivas de jogos de futebol; horário máximo de 20h para o início das partidas durante a semana e 17h aos domingos

6. A retirada de comunidades de trabalhadores em nome da Copa do Mundo e das Olimpíadas

7. A falta de meios de transporte dignos durante os dias de jogos; exigimos esquemas especiais em dias de jogos

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Sobre alvitobr

Ser humano, pandeirista amador e escritor aprendiz. Professor nas horas Vargas. Ama a literatura, esperando um dia ser correspondido rs
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